O dia seguinte do porre com whisky foi ainda pior. A cabeça produzia sensações dolorosas que beiravam á loucura. Os vidros de analgésicos nunca são suficientes. A fome é sentida de maneira intensa e depois passa. Rodin comia quando encontrava algo para comer. Entrou no chuveiro. A água bate no corpo cansado e doente. O [...]
Entradas do Setembro 2008
Setembro 29, 2008
RODIN – PARTE II
Certo dia, Rodin não acordou. Perdeu o único compromisso que tinha como importante naquela semana: a missa de sétimo dia de sua mãe. Estava marcada para às 19:00h e ele não foi. A bebida preencheu seu organismo, sua mente, e fez daquele dia ainda pior que o dia fatal. Já eram quase 02:00h do outro [...]
Setembro 25, 2008
RODIN – PARTE I
Sonhou que o dia de ontem não terminou. Não terminou da mesma forma que nenhum antes havia terminado para Rodin. A sensação de continuidade das noites nunca dormidas trazia à tona dias não percebidos. Quando se vive do jeito que Rodin encara sua vida, o tempo e o espaço não mais acompanham aquilo que é [...]
Setembro 22, 2008
Salivas Gélidas
Era uma idéia fixa: “Vou beijar mil homens”. Aos 15 anos, o corpo precoce de mulher antecipara o desejo incondicional de distribuir salivas como um desses vira-latas que nos lambem o sapato. A mãe, claro, reprovara a atitude. “Onde já se viu sair com qualquer um que encontra pela frente?Te boto de castigo, menina!”. Nascida [...]
Setembro 13, 2008
Clarabóia
Da janela passa tempo, vê tudo e não esconde nada. Observava os doze retângulos em posição vertical, devidamente posicionados. Estavam ali suas digitais impressas. Nenhum trincado, sujo. Em dia de chuva, as gotas apostavam corrida e(s)corriam em diferentes direções. Gotas maiores, minúsculas gotas, suadas. Vidro confuso, embaçado, convidando o indicador a deslizar algumas palavras e [...]








